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Como importar produtos químicos

Aprenda nesse guia como importar componentes químicos e quais os principais aspectos nessa operação

Redação Gainholder 24 Jul 2020 • 8 minutos
Como importar produtos químicos

CENÁRIO: A área química é um segmento robusto – é rara a indústria que não tem um produto químico em sua produção ou manutenção. Com forte apelo de consumo, as importações certamente acompanham esta grande demanda. No primeiro quadrimestre de 2020, as importações bateram recorde, com um aumento de 10,5% comparado ao mesmo período em 2019.

O segmento químico é vasto: químicos inorgânicos, orgânicos, resinas e elastômeros, entre outros. As oportunidades, tanto para a indústria quando para a manufatura ou distribuição de matéria-prima ou produtos acabados, são grandes. Com grandes investimentos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento, os produtos estão cada vez mais revolucionários. Desta forma, manter-se atualizado e sintonizado com o mercado internacional não é mais uma dica – é uma obrigadação.

NA PRÁTICA: A importação de produtos químicos sempre estará vinculada a análise dos Tratamentos Administrativos. Alguns produtos estarão sujeitos a Licença de Importação, e neste caso, poderá haver exigências antecessoras à importação. O primeiro caso está relacionado às atividades econômicas da empresa – é fundamental ter as atividades registradas no seu contrato social e cartão CNPJ, correlacionadas aos produtos de interesse a serem importados. É sabido que, para determinados tipos de atividades, é necessário possuir infraestrutura física para o exercício correto e regulamentação da operação – seja industrialização, manipulação ou distribuição. Essas condições são vistas e exigidas no Alvará de Funcionamento e, dependendo do caso, antes da emissão do alvará, o requisitante precisará ter a anuência de outros órgãos, por exemplo: Polícia Federal, Exército, entre outros. Existem outros fatores importantes, mas não possuem correlação direta com a importação, logo, não abordaremos neste artigo.

Retornando à Licença de Importação, o deferimento da L.I. poderá estar atrelado ao registro do produto em um órgão específico, e posterior a esse registro, o produto terá sua licença deferida. Para outros casos, basta o pleito da L.I, sem a necessidade do registro – entretanto, a empresa requisitante deve estar em situação regular e dentro das exigibilidades impostas para importar, e exercer sua atividade.

Neste momento, ocorrem erros comuns com empresas químicas que desejam aumentar seu portfólio, mas que não se submeteram a uma análise criteriosa para importar um novo produto. O vício está na importação de produtos que não têm exigências severas, e que acabam levando ao subentendimento de que novos produtos terão o mesmo tratamento. Por esta razão, dá-se a importância de consultar previamente Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos (LPCO) para importar. Outro erro recorrente, mesmo tendo todo o processo regulatório correto, é o documento da importação – a apresentação probatória na liberação alfandegária, que pode variar de produto para produto.

Sobre o produto em si, é importante frisar que cada produto químico possui, ou não, fatores de riscos, grau de periculosidade, inflamabilidade, rotulagem/embalagem, e regras de manipulação, movimentação e estocagem. É fundamental estressar esse tema para que o exportador atenda às exigências brasileiras para que o produto esteja em conformidade às normas, quando exigidas.

Importar produtos para química
Exemplos de alguns produtos químicos em estoque prontos para serem utilizados

LOGÍSTICA: Existem produtos que contém grau de periculosidade, inflamabilidade e/ou contaminação. Por estas razões, a contratação do frete internacional pode sofrer aumento do valor. É comum o agente de carga, cia aérea ou armador exigir o “CAS Number”, que nada mais é do que uma codificação internacional para cada produto químico, com informações pertinentes à Logística Internacional para administração de risco. Para exemplificar, uma carga LCL química com classificação CAS de alto índice contaminante, não poderá ser alocado junto a uma carga alimentícia. Outro exemplo é o caso das cargas explosivas ou de alto grau de Inflamabilidade, que não podem ficar próximas dentro do navio, para diminuir a exposição ao risco. No caso de companhias aéreas, é fundamental a consulta do código CAS para assegurar nenhum risco a aeronave e tripulantes.

Outro fato importante, com o CAS Number, as companhias de logística conseguem ter ciência de quais são as exigências de EPI’s (Equipamento de Proteção Individual) e EPC (Equipamentos de Proteção Coletiva) para coletar, movimentar, transportar e/ou armazenar – outra razão para que os custos dos serviços sejam maiores. É importante verificar junto ao fornecedor que o produto químico a ser importado está acondicionado com a embalagem correta, rotulagem e documentação que atendam às exigências. Do contrário, pode ser que o produto não consiga ser coletado ou embarcado.

FECHAMENTO: O processo pode parecer burocrático e cansativo, entretanto, quando se segue os procedimentos e ritos corretamente, a importadora tem um processo fluído. Certamente, os produtos mais ostensivos na interpretação da Receita Federal ou órgãos anuentes, poderão ocasionar em parametrizações na liberação alfandegária no canal amarelo ou vermelho. Essa parametrização pode significar erro para outros produtos importados, mas neste caso em específico, pode ser estritamente rigor para atendimento das normas e controle.

O segmento químico é, sem dúvida, um mercado competitivo. E encontrar um produto que atenda às dores do mercado – seja indústrias, comercial ou doméstico – é uma dica importante para iniciar. As margens de lucro para este propósito de negócio são altas e valem o investimento. A importação tradicional de produtos químicos, os chamados commodities, requerem uma grande experiência do importador. Usualmente, já possuem comercialização consagrada por marcas, e o ingresso de uma nova marca pode ser uma tarefa desafiadora.

A Gainholder possui experiência para realizar o processo de importação desde a elaboração, pesquisa, planejamento e operação. Abaixo, trouxemos alguns cases que retratam algumas de nossas experiências nesse setor:

Ainda está em dúvida sobre esse segmento? Importo componentes químicos e muitos outros produtos com a Gainholder. Esse é um mercado extremamente lucrativo, não deixe sua empresa de fora. Entre em contato conosco e entenda como podemos te ajudar a importar



Cases de clientes da Gainholder - Importação de produtos para uso químico

CASE 1: Uma empresa química nos surpreendeu com o intuito de realizar sua primeira importação. O produto em questão era um lubrificante de alta intensidade para atender a uma licitação de uma usina brasileira. Tal produto, possuía um valor altíssimo, e sua embalagem eram frascos pequenos. A situação já demonstrava a complexidade do produto por ser um químico singular, caro, raro (na época tinham apenas 2 fornecedores mundiais) e delicado. A empresa contratou um pacote completo: habilitação, inspeção, estudo de viabilidade (VAMCO) e operacionalização da importação (Conta & Ordem). Vale lembrar que, por se tratar de uma venda para licitações, existiam prazos rigorosos e pequenos para a entrega. Logo, tudo tinha que acontecer de forma sincronizada. A operação foi um sucesso e o que, para o cliente, parecia impossível, conseguiu-se realizar com maestria. A fidelização com o cliente ocorreu despejando novas demandas de outras linhas.

CASE 2: Um cliente da Gainholder estava ampliando seu grupo, e um dos produtos era: grânulo para limpeza de máquinas injetoras ou extrusoras. A empresa já tinha sido habilitada pela Gainholder, e o fornecedor tinha sido pesquisado e fechado a distribuição exclusiva para o Brasil, pela negociação do cliente. Nós desenvolvemos o estudo de viabilidade (VAMCO) e o cliente ficou surpreendido pelo custo apresentado pela Gainholder, e acabou fechando a operação. Vale registrar que a equipe não sabia que se tratava de uma concorrência, mesmo já sendo cliente. A operação foi realizada por Conta & Ordem, pela Gainholder, e até hoje é um dos clientes mais fiéis e satisfeitos.



Dúvidas frequentes

🧪 É preciso certificação em algum órgão anuente para importar químicos?

Na maioria dos casos é preciso sim, irá variar de um produto para o outro tanto a obrigatoriedade de certificação como quais os órgãos envolvidos: MAPA, IBAMA, ANP, Exército, etc.

🧬 Posso importar qualquer tipo de químico?

A priore a maioria dos compostos pode ser importada sem grandes problemas todavia existem químicos que tem sua importação terminantemente proibida devido ao seus riscos inflamáveis ou explosivos.

💵 Qual a porcentagem do imposto de importação sobre o químico?

Tudo depende do NCM que será definido de acordo com o químico escolhido, a alíquota de II é atrelada ao NCM e portanto varia de um químico para outro.


Lista de químicos

A variedade de produtos químicos que pode ser importada é enorme, confira alguns exemplos de compostos:

Acetato de Éter, Acetil Tributil Citrato, Acetona, Ácido Benzóico, acido Fórmico, Ácido Fosfórico, Ácido Fumárico, Ácido Isoftálico, Ácido Oxálico, Ácido p-Nitrobenzóico, Acrilato de Butila, Acrilato de Etila, Butilglicol, Monoetílico de Etilenoglicol, Álcool Benzílico, Anidrido Ftálico, Anidrido Maléico, Bifluoreto de Amônio, Butilglicol, Caprolactama, Carbonato de Bário, Carbonato de Guanidina, Ciclohexanona, Cloreto de Amônio, Cloreto de Magnésio, Cloreto de Metileno, Dibutilftalato (DBP), Dietanolamina, Dietilenoglicol (DEG), Dioctilftalato (DOP), Dipropilenoglicol (DPG), Estereato de Magnésio, Etileno Acetato de Vinila (EVA), Fenol, Fosfato Dicálcico, Gama-Butirolactona, Glicerina, Hexamina (Hexametilenotetramina), Isobutanol, L-Cisteína, Melamina, Metil Metacrilato (MMA), Monoetanolamina (MEA), Monoetilenoglicol (MEG), Monopropilenoglicol (MPG), Nonilfenol Etoxilado, Óleo de Pinho, Óleo de Prímula, Óleo de Rícino, p-Butilfenol Terciário (PTBP), p-Nonilfenol.

Sulfato de Manganês Monohidratado, Sulfato Ferroso Monohidratado, Ácido Propiônico, Ácido Sulfâmico, Ácido Tricloro Isocianúrico, Bicarbonato de Sódio, Bicromato de Potássio, Carbonato de Potásio, Parafina, Paraformaldeído, Pentaeritritol, Peróxido de Hidrogênio, Polietilenoglicol (PEG), Poliol Poliéter, Resina de Goma de Colofónia, Resinas Hidrocarbônicas, Soda Cáustica, Sulfato de Magnésio, Heptahidratado, Carbonato de Sódio, Carbonato de Zircônio, Cloreto de Zinco, Dicloro Isocianurato de Sódio, Dióxido de Titânio, Enxofre, Estearato de Zinco, Monômero de Acetato de Vinila (VAM), Nitrato de Potássio, Óleo de Soja Epoxidado (ESBO), Óxido de Zinco, Perborato de Sódio Tetrahidratado, Pirossulfito de Sódio, Potassa Cáustica, Sulfato de Sódio, TDI, Fosfato de Sódio, Gluconato de Zinco, Hidrosulfito de Sódio, Metabissulfito de Sódio, Triacetina, Trietilamina, Trietilenoglicol (TEG), Tripolifosfato de Sódio (STPP), Uréia, Vaselina.

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